"Neto esquece que foi o grupo dele que armou o Brasil”, diz Rosemberg*

  • 21/03/2026

"Neto esquece que foi o grupo dele que armou o Brasil”, diz Rosemberg*

O líder do governo na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), deputado Rosemberg Pinto, afirmou que ACM Neto tenta usar o caso de Ipiaú para fazer discurso contra o governo, mas finge não ver o dado mais incômodo dessa história: foi o bolsonarismo, com o qual ele volta a se alinhar ao apoiar Flávio Bolsonaro, que abriu o mercado de armas no Brasil.


“ACM Neto aparece com fala pronta, cara de espanto e pose de preocupado, mas esquece que foi Bolsonaro quem liberou armas, ampliou o número de CACs e ajudou a criar um ambiente de descontrole que acabou armando a bandidagem”, disse Rosemberg.

Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública mostram que os registros de CACs passaram de 117.467, em 2018, para 783.385, em 2022. No mesmo período, atiradores desportivos puderam acumular até 60 armas, sendo 30 de calibres permitidos e 30 de calibres restritos.

O deputado acrescentou que a expansão do mercado legal veio acompanhada de falhas graves de controle. Levantamento do Instituto Sou da Paz, com base em dados do Exército, apontou mais de 3,5 mil armas de CACs perdidas, furtadas ou roubadas durante o governo Bolsonaro.

Auditoria do TCU sobre o sistema de controle de armas e munições entre 2019 e 2022 também embasou análises que apontam a venda irregular de mais de 2 milhões de munições no período.

“Não dá para usar Ipiaú como palanque e, ao mesmo tempo, apagar da memória a política que facilitou a entrada de armas no mercado, enfraqueceu a fiscalização e terminou abastecendo o crime. ACM Neto quer criticar a violência, mas antes precisa explicar se continua mesmo ao lado do projeto que produziu esse resultado”, concluiu Rosemberg.

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