​Wagner rompeu a hegemonia carlista e inaugurou um ciclo republicano na Bahia

  • 06/09/2026

​Wagner rompeu a hegemonia carlista e inaugurou um ciclo republicano na Bahia

Ao derrotar nas urnas o grupo de Antônio Carlos Magalhães, em 2006, para o governo do estado, Jaques Wagner abriu um ciclo de mudanças nas relações políticas da Bahia. A vitória sobre o carlismo foi acompanhada de um governo com vocação para o diálogo, respeito aos adversários e atenção aos municípios sem exigir alinhamento partidário. A população deveria ser a destinatária do trabalho do governo, inclusive nas cidades administradas pela oposição. O coronelismo finalmente chegava ao fim na Bahia.


Essa orientação deu conteúdo ao perfil diplomático de Wagner. Os prefeitos adversários também representavam cidadãos com direito a serviços, obras e atenção do Estado. Recebê-los, ouvir suas demandas e estabelecer parcerias fazia parte da responsabilidade de governar. Essa verdadeira filosofia republicana foi preservada e consolidada pelos governadores Rui Costa e Jerônimo Rodrigues.

*Resultados*

Em 2013, Wagner aceitou que o governo assumisse a construção do metrô, que acumulava cerca de 13 anos de obras sem transportar passageiros, e o antigo trem do Subúrbio. A decisão atendia à população da capital, embora a Prefeitura fosse comandada pela oposição.

O resultado entrou no cotidiano dos baianos. Wagner inaugurou o primeiro trecho do metrô em 2014, Rui ampliou a rede, e Jerônimo avança com a expansão ao Campo Grande, apoiada pelo governo Lula. No Subúrbio, o antigo trem deu lugar ao projeto do VLT, que já iniciou a operação.

No primeiro ano de governo, Wagner promoveu a elaboração participativa do Plano Plurianual de 2008 a 2011. Cerca de 12 mil pessoas participaram das plenárias e apresentaram 8 mil sugestões. Com reuniões preparatórias e outras atividades, o processo mobilizou aproximadamente 40 mil participantes.
Imagem Diego Mascarenhas 

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