Wagner abriu o caminho para a transformação da educação na Bahia
- 07/09/2026
Jaques Wagner assumiu o Governo da Bahia em 2007 e herdou uma rede pública de ensino marcada pela precariedade. O Estado aparecia entre as últimas posições do ranking nacional da educação. A evasão registrada entre 2003 e 2006 chegava a 20,9% e 18,8% dos baianos com 15 anos ou mais não sabiam ler nem escrever. A educação profissional atendia pouco mais de 9 mil estudantes, em apenas 22 municípios, e o ensino integral ainda tinha alcance reduzido.
Wagner começou a reorganizar essa realidade em parceria com o Governo Lula, prefeituras, universidades e organizações sociais. A educação deixou de ser tratada por ações pontuais e ganhou políticas capazes de alcançar todo o território baiano.
O maior símbolo desse período foi o Todos pela Alfabetização, o Topa. Criado em 2007 e integrado ao Brasil Alfabetizado, o programa foi buscar quem havia passado a vida sem acesso à escola. As turmas chegaram ao campo, às periferias, a comunidades indígenas e quilombolas e a unidades prisionais.
Em 2011, o Topa estava presente em 407 dos 417 municípios e registrava 841 mil pessoas atendidas. Naquele ano, recebeu da Câmara dos Deputados o Prêmio Darcy Ribeiro. Seu significado, porém, ia além dos pnúmeros. Aprender a escrever o próprio nome, ler uma placa ou entender um documento devolvia cidadania e dignidade a uma população esquecida. Nenhuma iniciativa anterior havia enfrentado o analfabetismo na Bahia com tamanha presença territorial. A taxa, que era de 18,8% no começo daquele ciclo, caiu para 10,8%.
O governo Wagner também expandiu a educação profissional, que ultrapassou 50 mil matrículas em 2011 com a implantação dos centros estaduais e territoriais. O EMITec levou aulas ao vivo a lugares sem oferta regular de ensino médio e alcançou 14,5 mil estudantes de 155 municípios. Houve ainda aumento dos recursos para transporte e alimentação escolar, convocação de professores concursados e apoio técnico às redes municipais.
Rui Costa recebeu essa estrutura em funcionamento e deu mais escala ao projeto. Ampliou a cooperação com os municípios, criou instrumentos de permanência estudantil e acelerou a construção e a modernização das escolas, colocando o ensino em tempo integral no centro dos investimentos.
Jerônimo Rodrigues participou diretamente desse trabalho como secretário da Educação de Rui e chegou ao governo com projetos prontos e obras em execução. Os resultados comprovam o avanço: o Ideb do ensino médio estadual passou de 3,2, em 2019, para 3,8, em 2025, o melhor resultado da série histórica. A evasão caiu de 13% para 3,1% e a reprovação, de 16,6% para 4,4%, impulsionando a aprovação dos estudantes.
Em 2026, a rede alcançou cerca de 700 escolas de tempo integral e mais de R$ 11 bilhões investidos em infraestrutura e no funcionamento desse modelo, com laboratórios, bibliotecas, restaurantes, teatros e equipamentos esportivos.
#Compartilhe






