Liderança da Bahia em energia renovável começou a ser construída em 2007
- 09/09/2026
A liderança atual da Bahia na energia renovável é resultado de uma estratégia iniciada em 2007, no primeiro governo Jaques Wagner, quando o Estado começou a transformar um potencial inexplorado em oportunidade de desenvolvimento.
Naquele período, a Bahia não possuía parques eólicos comerciais nem uma cadeia industrial dedicada ao setor. A gestão atraiu investidores e atuou para viabilizar leilões e linhas de transmissão. Em 2009, no primeiro leilão federal exclusivo para energia eólica, a Bahia conquistou 18 dos 71 projetos contratados.
O símbolo dessa arrancada foi o Complexo Eólico Alto Sertão I, inaugurado em 2012 em Caetité, Guanambi e Igaporã. Formado por 14 parques e 184 aerogeradores, o projeto gerou 1.300 empregos diretos e indiretos. Cerca de 300 famílias passaram a receber pelo arrendamento de suas terras.
Para a população, a mudança foi além da paisagem. As obras movimentaram pousadas, restaurantes, transportadoras, oficinas e o comércio. Jovens encontraram trabalho mais perto de casa, enquanto agricultores ganharam uma nova fonte de renda.
Wagner também buscou fazer da Bahia uma fabricante de equipamentos. Alstom, Gamesa, Acciona, Torrebras e Wobben chegaram ao estado. Ao final daquele ciclo, eram seis fábricas implantadas e outra em instalação, abrindo vagas industriais e formando trabalhadores especializados.
A partir de 2015, Rui Costa ampliou essa base e abriu uma nova frente: a energia solar. Em 2017, Bom Jesus da Lapa recebeu o então maior complexo solar fotovoltaico do Brasil. O empreendimento criou cerca de 1.200 empregos durante as obras, 44% ocupados por trabalhadores locais.
Em 2022, mais 48 parques eólicos entraram em operação. A gestão Rui terminou com 261 parques e a liderança nacional na geração solar.
Jerônimo Rodrigues recebeu um estado já líder. Em janeiro de 2026, a Bahia tinha 381 usinas eólicas e respondia por mais de 37% da geração brasileira. Eram ainda 97 usinas solares, além de mais de 256 mil unidades de geração distribuída nos 417 municípios.
A indústria também ganhou novo impulso. A Goldwind inaugurou em Camaçari uma fábrica de turbinas, enquanto a Sinoma Blade passou a produzir no município as maiores pás eólicas já fabricadas no Brasil, gerando mais de 440 empregos.
Essa economia vai além do vento e do sol. A Bahia também se destaca no biodiesel e na biomassa e prepara projetos de etanol, biogás e hidrogênio verde. São novas possibilidades para técnicos, engenheiros, operadores, motoristas, comerciantes, pequenos fornecedores e trabalhadores rurais.
Hoje, aproximadamente 99% da eletricidade produzida no estado vem de fontes renováveis. O incentivo à energia limpa ajudará, no logo prazo, a criar empregos permanentes, formação profissional e oportunidades para quem vive nas regiões produtoras, além de garantir uma futuro melhor às próximas gerações.
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